O que aconteceu
Em 25 de setembro de 1555, o acordo estabeleceu uma convivência jurídica entre católicos e seguidores da Confissão de Augsburgo no Sacro Império. O direito de definir a religião de cada território cabia aos príncipes e demais membros da Dieta; súditos que não a aceitassem podiam emigrar com suas famílias. Quem não seguisse nenhuma das duas confissões, como reformados e anabatistas, ficou fora do acordo.
Por que aconteceu
A dieta foi convocada em resposta ao Tratado de Passau, de 1552, depois de duas guerras: a de Esmalcalda (1546–1547) e a dos Príncipes (1552). Marcada primeiro para Ulm, foi transferida para Augsburgo. O objetivo era um arranjo negociado e provisório da questão religiosa.
O que veio depois
Foi a primeira base jurídica permanente para a coexistência entre luteranos e católicos na Alemanha, embora o próprio texto se apresentasse como válido até um acordo final em matéria de religião. Pela reserva eclesiástica, um bispo ou abade que deixasse a antiga religião devia renunciar ao cargo. As questões sobre territórios e bens eclesiásticos continuaram em disputa, e o arranjo só seria ampliado na Paz de Vestfália, quase um século depois.
