O que aconteceu
Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero escreveu a Alberto de Brandemburgo, arcebispo de Mainz, e enviou com a carta 95 teses em latim, propostas para debate sobre a penitência, o poder do papa e a pregação das indulgências. A imagem de Lutero pregando o texto na porta da igreja tornou-se célebre, mas a afixação é objeto de debate histórico; a carta é o ponto de partida documental mais seguro.
Por que aconteceu
Alberto, endividado, obteve do papa Leão X permissão para uma indulgência plenária especial e nomeou o dominicano Johann Tetzel para pregá-la. Tetzel pregou em Meissen (1516), Magdeburgo e Halberstadt (1517). Frederico, o Sábio, proibiu a pregação na Saxônia eleitoral, mas a de Tetzel em Jüterbog, perto de Wittenberg, provocou as teses de Lutero.
O que veio depois
O documento passou a ser visto como o início da Reforma Protestante. A controvérsia sobre as indulgências logo se ampliou para a autoridade do papa e dos concílios e levaria Lutero, em 1521, a comparecer diante do imperador em Worms.
