O que aconteceu
Em 25 de junho de 1530, os luteranos apresentaram a Carlos V uma confissão redigida principalmente por Filipe Melanchthon. O texto expunha sua fé e suas práticas para defendê-los de interpretações equivocadas, em termos que pudessem ser aceitos pelos católicos, e tornou-se um documento fundamental dessa tradição.
Por que aconteceu
Carlos V convocou os príncipes alemães a uma dieta em Augsburgo para pôr fim às dissensões religiosas. Cada príncipe devia apresentar por escrito, em alemão e em latim, suas posições e os abusos que queria ver corrigidos. O eleitor da Saxônia confiou a redação a Melanchthon, conhecido pela moderação, e os demais príncipes e cidades evangélicos aceitaram apresentar uma só declaração.
O que veio depois
A Confutação católica, de 3 de agosto, condenou 13 artigos, aceitou 9 sem reservas e aprovou 6 com ressalvas. O imperador recusou a réplica luterana de 22 de setembro; Melanchthon a desenvolveu na Apologia da Confissão de Augsburgo, de 1531.
